sábado, 2 de maio de 2009

Filme B


Tomara que um dia a gente possa rir de tudo isso que está acontecendo.

Um louco mundo louco chega até nós como acontecia apenas nos filmes. As vezes me pergunto se não estamos como o presidente Lula achando essa gripe suína apenas uma ‘marolinha’.

Hoje, pela primeira vez, eu vi um cara de máscara. Foi no Extra da Brigadeiro onde eu estava comprando, entre outras coisas, água sanitária e detergente.

A cena inusitada restrita aos hospitais pode ficar comum a qualquer momento. Brasileiro é alarmista e, porque não, também modista. Se algum caso vier a ser confirmado mesmo no país vai ser um tal de máscara pra cá e máscara pra lá sem precedentes. O problema, agora, é que isso não é uma moda. É o alarme do planeta dizendo que realmente chega de palhaçada. Chega de lixo, de jogar toneladas de poluição na atmosfera, de deixar o mar cheio de cocô e sujeira, enfim, é a natureza mostrando que do alto da nossa arrogância nós – seres humanos – somos exatamente isso: quase seis bilhões de cagões com medo de um vírus menor do que o menor dos objetos que somos capazes de enxergar.

Não acredito que seremos dizimados. Entretanto não sou cientista nem um especialista na área. Sou humano. E como todo bom humano tenho esperança na humanidade e no amanhã.


Esperança de que esse é mais uma etapa da nossa existência. Nossa pobre rica existência.

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